Ghiraldelli

Archidy Trigueiro

O Pensamento Nietzschiano na História das Sagradas Escrituras.

Um das histórias da Bíblia que, pra mim, mais se assemelha com o pensamento de Nietzsche sobre nossos valores é a passagem da vida do hebreu José, filho de Jacó. Traído por seus irmãos em Canaã, foi vendido aos compradores de escravos do Egito e então, preso entre outros como escravos. Foi levado ao Egito para ser comprado em leilão. Logo ali chegando foi vendido a um egípcio chamado Potifá que o comprou como escravo e designado a trabalhar em sua casa como mordomo. A mulher de Potifá era uma mulher linda, porém fraca em sua moral, pôs logo seus olhos adúlteros no jovem rapaz que estava trabalhando honestamente, cujo seu patrão tinha demonstrado total confiança. José foi traído inocentemente por causa do desejo que a mulher tinha nele, em conseqüência disso foi levado à prisão. Ao sair da prisão por causa de seu caráter digno e honesto, José foi levado ao Faraó e logo proclamado Governador do Egito.

Vejam que até nas histórias bíblicas, o pensamento nietzschiano é posto em prática, assim como a exaltação do niilismo. Mesmo antes da existência do próprio Nietzsche, suas teorias já eram válidas em muitos aspectos históricos, não só na Bíblia mais também em outros escritos. É notável o desenvolvimento do niilismo na vida dos grandes personagens da Bíblia. Quando os valores superiores perdem a razão e de como o forte (no caso de José) muitas vezes absorve a moral hipócrita do fraco (esposa de Potifá), podendo chegar a um estado de morte – não só morte em si, mas a morte da essência dos sentimentos – ou um estado de decadência. O Judaísmo de fato, era o produtor dos valores niilistas, muito antes de Cristo. Deixa claro que Nietzsche, durante o século XIX, em nenhum de seus pensamentos ou obras mostrava-se ateu. Pelo contrário, ele soube que Deus morreu, levando todas suas virtudes com Ele. Ora, se de fato o pensamento nietzschiano ganha sentido até na própria Bíblia, como poderia ele ser ateu ou desconsiderar por completo o Judáico-Cristianismo?

Os fortes tornam-se mais escravos da moral constituída pelos e para os fracos, até mesmo durante a Pré-História – quem quiser que me ache louco por pensar assim. A sociedade em si tem desejos, sonhos e o pior, as ambições que na maioria das vezes desestruturam nossos valores morais(Archidy Trigueiro)

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Respostas a este tópico

Mostrando a determinadas pessoas "céticas" de que o pensamento nietzschiano não é morto.Ele mostra-se presente até nas Sagradas Escrituras.

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Archidy, o cara que gosta de temas polêmicos. A moral é para o homem e pelo homem. Ela é um regulador, um aviso que mostra onde estamos entrando no direito do outro. A moral é metafísica o direito é físico. Desculpe por não concordar de novo, (mas eu sei que você sabe que a filosofia consiste nisso mesmo, subir degraus), portanto você disse algo muito sério. Nietzsche é um filósofo que me influencia muito, mas, ele não criou nada, nem ele nem qualquer outro filósofo. Teorizar é apenas demonstrar, ou provar a existência de algo, que obviamente já existia antes, senão não poderia ser provada a sua existência. E ser for considerado "real" será aceito. Parece bobeira, eu sei, mas é importante. A moral foi sendo constituída, e adaptada com os tais "valores morais" dentro das mais variadas situações possíveis, como a genealogia da moral aborda magnificamente, porém, existe a outra face da moeda que diz que ela (a moral) foi sendo descoberta, do mesmo modo. Nessa parte entra Kant com seus conhecimentos sintéticos a priori, e mostra que existem valores inegáveis "pós-experiência". Esta é uma guerra de idéias que só pede uma coisa: não se envolva emocionalmente com sua opinião, não tenha um caso com ela, não se apaixone por ela, por que ela não é sua, é de muitos e não se importa com você, então, siga o cheiro melhor. Que é sintético e a priori, neste caso. Quanto aos desejos? Se não existissem, mas Kant diz que o correto é nos vermos no próximo, que aliás, através da recente descoberta dos "neurônios espelho", a neurociência moderna assina em baixo cientificando o imperativo categórico fincando-lhe de uma vez o conceito de apotídico.

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Felipe adoro temas polêmicos,eles desenvolvem uma nova maneira de pensamento.Você disse,"a moral é metafísica o direito é físico".Não gostei da colocação!O fato de desenvolver esse pensamento foi justamente explicar a determindas ateus que vem a mim dizendo que os próprios ateus se apoiam em Nietzsche.Errado!Quero mostrar,no texto também,que a constituição dos valores niilistas é produção do Judáico-Cristianismo.Mas não entendo você ao dizer que não concondas em algo séro no que eu disse?Em que não concordas?Tua crítca não foi bem elaborada.Nietzsche não criou nada?

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Então não entendi a pergunta, foi mal,esquece aquilo ali em cima. A questão da moral e do direito, deixa isso p lá, que é assunto pra encher um livro, vamos voltar p essa parada que não entendei. Você quer dizer então que Nietzsche acreditava em Deus? E quais valores niilistas que você pode mostrar que existiam no novo e no velho testamento?

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Ora,Deus morreu,ele sabia disso.Tanto é que o Nietzsche tinha dito que,Deus morreu e com Ele levou todas Suas virtudes.Ou seja,é burrice dizer que Nietzsche é ateu ou que os ateus se apoiam em Nietzsche.Bom,com relação ao niilismo nos escritos das Sagradas Escrituras, é válido.Sabenos que o próprio Nietzsche disse que o pecado foi uma invenção do Cristianismo para que os fortes fiquem presos pela moral formada pelo e para os fracos.A Bíblia foi escrita por 40 homens supostamente inspirados por Deus.A Bíblia é dividida no Velho e no Novo Testamento que foram escritos por homens ligados justamente ao Judáico-Cristianismo que, por consequência é pro Nietzsche,acima de tudo,ligado à perda da razão no que diz respeito aos nossos valores superiores.

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Cara, as dificuldades para saber quando Nietzsche está falando sério ou quando está de "sacanagem" tem sido um desafio aos seus intérpretes, e é imenso motivo de discussão na cachola dos filósofos. Seu livro Ecce Homo é uma delas. Tudo bem. Então no seu ponto de vista Nietzsche cria em Deus, mas um Deus que poderia morrer, então se pode morrer como qualquer homem, onde então Ele poderia ser considerado Deus? Qual seria o critério que Nietzsche usaria para formular uma deificação de uma pessoa que morre? Pois a visão cristã não seria essa, mas de um Deus que disse, "ninguém me tira a vida, eu mesmo à dou". Logo, ele só foi reconhecido Deus por que venceu a morte, segundo a história, e ressucitou, por isso os tempos pararam e começou uma nova contagem dos anos, por isso estamos em 2009. E uma pessoa que consegue tal proeza, tel moral pra dizer qualquer parada, inclusive trazer todas essas virtudes que foram por Nietzsche enterradas. Agora, onde está o niilismo em dizer para as outras pessoas que elas não devem entrar na sua casa e levar suas coisas e matar sua família, que não cobicem sua mulher? Creio que esse seja um tipo de niilismo que não conduza exatamente ao "nada". Pois possuem aplicabilidade, até o mais radical pragmático não resistiria em discordar. Pois ninguém deve se sentir feliz por nada, e eu me sinto, por esses freios serem colocados na humanidade, e mesmo que seja por uma ordem, que as pessoas não roubem o que eu trabalho para conquistar. E você também fica, eu sei disso. Por que até as bases do direito são fundamentadas em conceitos bíblicos. Mas quanto a eficácia do negócio já é outro assunto.

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Não,não disse que Nietzsche criou outro Deus ou outra Vida.Nietzsche ,dentre outros filósofos, estabeleceu seu pensamento a cerca de nossos valores morais.Eu comentei o pensamento crítico nietzschiano sobre o niilismo, que é produção do Judáico-Cristianismo.Aliás se notarmos nas Sagradas Escrituras, Cristo dentre outros foram vítimas mortais do próprio Cristianismo.Somos pecadores segundo Deus e também somos vítimas do niilismo,direto ou indiretamente.Se não fôssemos vítimas,não existiria sínteses,antíteses e teses em defesa de nossa moral.

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Peraí, vamos por partes então: Você disse que ele não é ateu certo?

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bão demais meu caro irmão!

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